sexta-feira, 2 de junho de 2017

podemos fazer uma festa sem dinheiro, mas não sem amigos

podemos fazer uma festa sem dinheiro, mas não sem amigos: Amigo é feito divã. Aquele profissional academicamente não gabaritado, que mesmo a distância, nos dá uma direção.
Seja para falar de amor, do completo fim do tal, politica, banalidades afins, não importa; quem tem sabe - a ausência de um amigo faz falta.







sábado, 3 de setembro de 2016







O mundo tá bagunçado. 
Vivas para o homem, que de bem, se esforça em não entrar na ciranda ultrapassada, 
Sendo a máxima verdadeira: "ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão", do jeito que as coisas andam, quem gritará: pega ladrão!


                                                                                                       Sandra Frietha

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Sinônimo de Amor






Partirei do início. Particularmente,  já não havia uma legião de questionamentos. Ao menos em nós não.
Estávamos diante dois anjos, de instintos alterados ao que o acaso exaustivamente vinha dando “banana!” à exacerbada gana. Pois é, chegara aquele momento, onde a grandeza da existência,  que camuflada em frivolidade, nos  traz um antidoto [  ] e transfigura em flor.
Se temporário à nossos males? Não importava.  Em trégua, aceitamos em estado  hilariante, clamando sob ecos Cazuza  versos embriagados; “mais uma dose, é claro que eu estou a fim”  mais e mais (…).
Aliviada, suspirei. Descruzei os braços,  sinalizando o ato propício a um desarme. Nesse instante “entreguei o alvo e a artilharia”. Não que estar só, revirar na cama,  fazer o que se quer  (sozinha) enfado causasse. De modo algum, ao menos pra mim.  Mas ele chegou, “tive medo… não sou perfeita … eu não esqueço”.
Das coisas de criança, o homem adulto,  traz uma lembrança – brincar –  e brincar é bom com quem se quer beijar.
Chega uma hora que cansados ficamos de tanto eu. Ao molde papel parede, blasé, fazemos caras e bocas parecendo indiferentes a coisa toda, mas só parecemos.
Dai o crash (!).  Algo  em nós sai do estado habitual. Inflama a esperança.  E nessa conturbada correria nossa de cada dia, notamos a diferença no quadro de metas que só estressa. Somos tomados pelo novo. Onde não há esforço.  Ser simplesmente eu e ele(a), sem perder a essência  do “eu” em detrimento ao outro. E o “nós”  toma forma de conjugação perfeita.
Dai, a pessoa chega e  fica difícil  dizer não.
– Você vai ficar?
Inquirimos somente para que conste nos autos.
– Tá! Fica ai.
Sorrimos de bobeira.
Ser fisgados, urge a ânsia, pois necessitamos. Sei lá!  Se amor esta  quando damos de cara com  aquela  companhia  que nos  acalma –  o cúpido me flechou.
 “Quem um dia irá dizer que existe razão,

nas coisas feitas pelo coração?

E quem irá dizer que não existe razão?






Era, uma jogatina





“Fica quieto e vem logo me fazer feliz!”
Sobre a mesa, largou o pequeno objeto. Já de pau duro, se guiou pelas artimanhas em delírios entre as pernas da garota que a pouco conhecera.
Era – Eranilde – para os pais um primor de moça. Os caras a tinham como uma safada sem rumo. Chamavam na de “Dadinha”.
No quarto de hotel a respiração dava os acordes. Começou meio sem jeito, também pudera, ela gostava de sexo. Uma coisa era certa, não há grana e nem beleza que sustente um pau ereto ou uma buceta encharcada se não há desejo em reciprocidade. Eles queriam era mais que o mundo se fodessem junto com eles.
O copo estava vazio. Era sentada de pernas abertas, pede para que ele a sirva de mais uma dose.
“agora e junte-se a mim!”
“porra meu, você me deixa louco!”
Entre os dentes, escapa um sorriso molhado.
“deixa de ser bobo e vem logo pra cá”
No espaço quarto, ouviu-se o sonar: Tin! Tin! Sem premeditarem em um único gole, os copos tornam-se peças surpérfluas.
Se ajeitou no chão em frente a ela, que de pernas abertas o esperava. Contemplava a úmida porta do inferno. Sabia que além morte, entre urros e o choque em fricção de suas carnes, não sairia santo de dentro dela.
Com atenção ela o observava, sentiu-se ainda mais excitada quando o viu se acariciar. Sem qualquer lamento, com força, a puxa. Seu pinto duro a arrebenta, gritos… rompe-se a promessa espaço vago no ar.
No ouvido entre murmúrios, se ouvia: “Não para! Ah, eu quero isso tudo só pra mim!”
O pau escorregara, e numa nova tentativa em enfiar todo dentro dela, Era, diz:” baby, calma!”
Ela não tinha pressa, queria apreciar lentamente a visão daquela maravilha sumir dentro dela.
Amantes fantasiam loucuras. Sábios os que se doam a putaria. Pra esses tipos de caras ela não se importava de ser vista como imunda (visão retardaria) – engolia a porra com gula. É das putas que eles gostam mais.
“No rabo, ainda não!” Dizia. Quero tatear com a língua o gosto grosso do seu paladar. O pequeno objeto rosa, foi lançado e como sorte, indicou o que ambos desejavam.
Era trazia um dado. Sentia prazer e judiava dos caras ao saber que dentro da calça sua poção macho latejava enquanto a sorte era lançado. Isso a excitava.
Um grito. Prazer, e nas costas o líquido. Na saída do hotel se despedem:
“até mais!”
“até!”
O tempo passa e nem tudo desgasta….
Na correria dos dias, agitada, pois estava atrasada. Esbarra num cara.
Ao virarem, tentando se desculparem, se reconhecem. A bolsa dele fez que iria cair, ela vai de encontro evitando a queda.
Ele: “obrigado!”
Enquanto agradecia, viu cair no chão o pequeno objeto que um dia lhe chamara a atenção, o dado rosa com posições de sacanagens que Eranilde consigo trazia. Dai o sugestivo apelido “dadinha”.
Sacou de imediato – Era, não havia me esquecido. Ele se inclina para pegar e do chão, erguendo a cabeça,  da vazão a natureza de uma mulher que tanto  persuadia seu instinto. Num mover de braços, olhando no seus olhos,  devolve a sua dona o artificio erótico.
Zombeteira como sempre, Era retruca num sorriso:
“obrigado? Obrigado nada! Pode abaixando as calças!